quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Sobre liberdade - Turbeline


Olá, amoralescx mais lindos dessa minha internet! Tudo bem com você? Hoje resolvi trazer um texto de autoria própria que foi feito em um dos meus momentos de hiperatividade neural. Usei de tema base esse pequeno ensaio sobre liberdade de fazer o que se quer fazer quando quer. Vocês avaliam se tem relação com o texto, ok. 


Turbeline


Como explicar um mundo fora dos padrões para uma sociedade intrincada de padrões? Ser alta, baixa, gorda, magra, branca, preta, feminista, hétero, homo, bi, pan, binário, não binário, assexuado, assuntos que precisem tanto de luta, mesmo com a já existente militância em cada um dos movimentos. Como explicar que você está no limite da loucura? Como dizer que você anda numa corda bamba, numa linha tênue entre a sanidade e a loucura?


Há quem diga que é frescura. Quem diga que é coisa de mulherzinha. Existem até mesmo os que dizem que é invenção. Mas como explicar para essas pessoas que as leis da física nem sempre são iguais para todos? As paredes podem chorar e o chão tremer e ninguém sentir o abalo sísmico. Como viver em sociedade, se você vai do 8 ao 80 em segundos? Sem meio termo ou opções. Não! Você tem uma opção, aquela que já foi idealizada e planejada e se o tiro sair pela culatra, a decisão é a morte.

Morte. Palavra mais utilizada do vocabulário.  Se algo dá errado, você morre.  Se alguém se vai, você morre.  Se partem seu coração, você morre. Se qualquer coisa, você morre. Quem te rodeia já não aguenta mais seus chamados dramas. Banalizando uma condição sem volta. Mas o banal pode acabar sendo a saída de emergência. Sem pensar, sem esforço, sem querer, porém querendo.

Impulsão, energia no pico e milhares de projetos para saírem do papel e voarem. Impulsão, energia no chão e a saída é se afundar numa neblina de dor e desilusão e falta de esperança. Um turbilhão de emoções, uma avalanche de sentimentos confusos mesclados com pontas cortantes e bandagens para aplacar a dor.

Os pés que brincam na fronteira, cruzando-a ora sã, ora insana. Como explicar que dá pra ser parte da sociedade e ter uma vida quase normal? Sem padrões, sem julgamentos, sem olhos assustados com as cicatrizes que a vida já trouxe. Não sei quando o mundo vai se abrir pra alguém como eu, pra uma borderline. Enquanto isso vou continuar vivendo nas sombras meu pequeno turbiline de emoções.

É isso, amoralescx. Espero que tenha gostado desse texto e quero saber sua opinião sobre ele, aqui nos comentários abaixo. Beijokas e até o próximo post. 

8 comentários

  1. Não devemos prestar muita atenção no que as pessoas pensam em nossa volta, egoísmo? Não, sobrevivência, pois a vida é feita de altos e baixos, só assim sabemos que estamos vivos, mesmo que a cada dia se morre aos poucos. Um texto bem reflexivo e intenso, abraços perfumados!

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  2. Sejamos nós mesmo, vamos agir naturalmente, pois quem gosta de nós está ao nosso lado e nos aceita da forma que somos. A vida é muito curta para nos preocuparmos o que as pessoas acham de nós.

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  3. Assumir quem somos, principalmente pra quem é fora do padrão é um desafio enorme. Primeiro sofremos e quando cansamos de sofrer, tomamos coragem pra sair da nossa bolha e ir contra o que pregam tanto. Corajosos os que conseguem e muita força pra quem ainda quer fazer. Adorei as fotos. Beijos

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  4. O importante é estarmos sempre em paz com nossa consciência e felizes, o resto é resto.

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  5. Eu me interesso bastante por transtornos psicológicos até pq tenho, mas realmente não conheço muito sobre borderline e gostaria de saber mais, viu pesquisar.

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  6. Se vivemos pra agradar os outros e deixar que a opinião deles defina nossa vida, é muito difícil encontrar a liberdade e ser feliz.

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  7. Nessa corda bamba entre o 8 e o 80, o mais saudável pra gente é buscar autoconhecimento e autoaceitaçao. Do resto, a vida toma conta! Bjs, fica bem!

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  8. Não imagino como é viver com a Boderline, mas espero que os caminhos da vida te ajudem a se manter sempre com serenidade, Fortaleza e fé!

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